@article{ET, author = {Marcus Silva e Marília Rodrigues e Camila Resende}, title = { UMA FORMA DE CONSTITUIR FAMÍLIA: PERCEPÇÃO DE HOMENS E MULHERES SOBRE ADOÇÃO}, journal = {Episteme Transversalis}, volume = {14}, number = {2}, year = {2023}, keywords = {}, abstract = {A adoção é um tema que se apresenta de modo recorrente em nossa sociedade tomando proporções que geram discussões no cotidiano. O objetivo dessa pesquisa é contribuir para uma melhor compreensão da adoção como uma forma de se constituir uma família, explorando as percepções entre mulheres e homens, com ou sem filhos, acerca do que é adoção; buscando compreender se a adoção é concebida como forma de constituição de família; e explorando as expectativas e temores acerca desta vivência. Trata-se de um estudo qualitativo, de campo e bibliográfico, que utilizou como instrumento um roteiro com perguntas semiestruturadas. Os participantes foram 5 homens e 15 mulheres, residentes no município de Volta Redonda. Os dados obtidos foram analisados por meio da metodologia de análise dos discursos e separados em três dimensões temáticas. Na primeira dimensão, foi possível compreender que os entrevistados demonstraram um conhecimento sobre adoção advindo do senso-comum e destacam que é algo demorado e burocrático. Na segunda, a temática central foi a legitimidade da maternidade e da paternidade através da adoção. Por fim, na última dimensão temática, identificamos as inseguranças entremeadas à adoção. Observa-se que a adoção foi concebida como possibilidade de constituição de família, mas não em primeiro plano, o que pode ser atribuído à valorização do biológico e aos temores do impacto da história pregressa do adotado o que traz, como consequência, que crianças mais velhas e adolescentes raramente sejam escolhidos no processo de adoção. É necessário a ampliação de políticas públicas e seus dispositivos para que se tenha uma transformação na compreensão e vivência sobre o processo de adoção.}, issn = {2236-2649}, pages = {426--447}, url = {https://revista.ugb.edu.br/index.php/episteme/article/view/3015} }