A INSERÇÃO FEMININA NA EDUCAÇÃO TÉCNICA PROFISSIONAL DA CIDADE DE VOLTA REDONDA: O CASO ESCOLA TÉCNICA PANDIÁ CALÓGERAS (1986-2025)
Resumo
A educação profissional e tecnológica no Brasil estruturou-se historicamente a partir das demandas industriais, reproduzindo desigualdades de gênero ao se basear em um modelo educacional patriarcal que limitou o acesso das mulheres à formação técnica e científica. Desde o período imperial, a educação feminina esteve associada às funções domésticas e morais, enquanto os espaços técnicos se consolidaram como predominantemente masculinos. Apesar dos avanços legais promovidos pela Constituição Federal de 1988 e pela LDB de 1996, persistem barreiras simbólicas, culturais e curriculares que dificultam a inserção e a permanência feminina nessas áreas. Nesse contexto, o estudo de caso da Escola Técnica Pandiá Calógeras (ETPC), em Volta Redonda, analisa a trajetória da inserção feminina na educação profissional e tecnológica, evidenciando resistências, conquistas graduais e recentes processos de reconfiguração institucional orientados pela equidade de gênero.