RELAÇÕES ENTRE MICROBIOTA INTESTINAL E A PROGRESSÃO DAS DOENÇAS ALZHEIMER E PARKINSON
Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar a relação entre a disbiose da microbiota intestinal e a progressão das doenças neurodegenerativas Alzheimer e Parkinson, considerando os mecanismos envolvidos no eixo intestino-cérebro. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e caráter explicativo, realizada a partir da seleção de artigos científicos publicados entre 2015 e 2025, indexados em bases de dados como PubMed, SciELO, Multidisciplinary Digital Publishing Institute (MDPI), além de documentos institucionais da Organização Mundial da Saúde. Foram incluídos estudos originais, revisões sistemáticas e narrativas que abordassem a influência da microbiota intestinal na neuroinflamação e na fisiopatologia das doenças analisadas. Os resultados evidenciam que a disbiose intestinal está associada ao aumento de processos inflamatórios sistêmicos, comprometimento da barreira intestinal e da barreira hematoencefálica, bem como à produção alterada de metabólitos microbianos, como os ácidos graxos de cadeia curta e o N-óxido de trimetilamina (TMAO). Esses fatores contribuem para o acúmulo de proteínas neurotóxicas, como a alfa-sinucleína e o beta-amiloide, favorecendo a progressão das doenças neurodegenerativas. Conclui-se que a modulação da microbiota intestinal representa uma estratégia promissora na prevenção e no tratamento de Alzheimer e Parkinson, destacando o intestino como um componente fundamental da saúde neurológica.