RACISMO ESTRUTURAL NO CONTEXTO ONCOLÓGICO

Um recorte de pesquisa

Autores

  • Isabelle Lopes da Gama Matos
  • Adilson Dias Bastos

Resumo

Este artigo analisa o impacto do racismo estrutural na vivência de mulheres negras em tratamento oncológico. O objetivo é compreender como esse fenômeno, consciente ou não, se manifesta e agrava seu sofrimento, visando subsidiar futuras políticas públicas. Trata-se de um recorte qualitativo e quantitativo da pesquisa "Resiliências e Resistências: um estudo com mulheres negras atendidas no Grupo da Vida", do Programa de Iniciação Científica (PIC/UGB). A metodologia baseou-se na análise de relatos espontâneos coletados em entrevistas semiestruturadas com pacientes do hospital FOA, em Volta Redonda. A interpretação dos dados fundamentou-se na Psicologia Social e na perspectiva crítica do racismo estrutural, considerando as interseccionalidades que atravessam o corpo e a subjetividade da mulher negra. Os resultados indicam que o racismo se manifesta concretamente no acesso desigual a serviços de saúde de qualidade e, simbolicamente, na percepção que essas mulheres têm de seu corpo, feminilidade e lugar social durante o adoecimento. Relatos de silenciamento, negligência e sofrimento psíquico intenso foram frequentes. Conclui-se que o racismo estrutural é um agravante fundamental no contexto do câncer, exigindo práticas de cuidado em saúde mental que reconheçam e enfrentem ativamente o preconceito e as desigualdades.

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Publicado

2026-08-21

Como Citar

Lopes da Gama Matos, I., & Dias Bastos, A. (2026). RACISMO ESTRUTURAL NO CONTEXTO ONCOLÓGICO: Um recorte de pesquisa. Simpósio De Práticas Pedagógicas Do UGB, 1(14). Recuperado de https://revista.ugb.edu.br/simposio/article/view/3759