A BANALIZAÇĀO DA PEDOFILIA NAS MÍDIAS

ANÁLISE DOS DISCURSOS E REPRESENTAÇÕES NAS PLATAFORMAS MIDIÁTICAS

Autori

  • Aurora Cruz Universidade Presbiteriana Mackenzie https://orcid.org/0009-0008-0238-1755
  • Isabella Chaves Carneiro Universidade Presbiteriana Mackenzie
  • Marcelo Moreira Neumann Universidade Presbiteriana Mackenzie

Parole chiave:

Pedofilia, Banalização, Midia, Violência, Política

Abstract

O fenômeno da banalização da pedofilia vem sendo retratado, discutido e reproduzido nas diversas formas de mídia, principalmente nas redes sociais, desse modo, este estudo objetiva investigar as dinâmicas culturais e sociais que promovem a banalização da pedofilia, analisando o papel das mídias, como a internet, cinema, literatura e outros na circulação, na aceitação e legitimação desse discurso dos últimos quinze anos que abordassem diretamente ou tangencialmente a temática da pedofilia e sua representação. Foi realizado análise dos discursos midiáticos que contribuem para a banalização da pedofilia na sociedade contemporânea, o exame do impacto das redes sociais e da internet na disseminação e aceitação de comportamentos relacionados à pedofilia e o mapeamento dos principais conceitos e teorias que embasam o fenômeno da banalização da pedofilia. A banalização da pedofilia na mídia reflete uma lógica social mais ampla, marcada pela mercantilização do corpo e pela naturalização da violência simbólica. Proteger a infância, portanto, vai além de um dever legal, sendo um compromisso ético coletivo com o respeito, a dignidade e o desenvolvimento saudável das crianças.

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Biografie autore

Aurora Cruz, Universidade Presbiteriana Mackenzie

Discente do curso de psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie

Isabella Chaves Carneiro, Universidade Presbiteriana Mackenzie

Discente do curso de psicologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie

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Pubblicato

2026-04-30

Come citare

Cruz, A., Chaves Carneiro, I., & Moreira Neumann, M. (2026). A BANALIZAÇĀO DA PEDOFILIA NAS MÍDIAS: ANÁLISE DOS DISCURSOS E REPRESENTAÇÕES NAS PLATAFORMAS MIDIÁTICAS. Episteme Transversalis, 17(1), 221–236. Recuperato da https://revista.ugb.edu.br/episteme/article/view/3642

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