EDUCAÇÃO MATEMÁTICA INCLUSIVA: DESAFIOS E METODOLOGIAS NO ENSINO PARA ESTUDANTES COM TEA
Resumo
A presente pesquisa investigou as estratégias e desafios da Educação Matemática Inclusiva para estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos anos iniciais do Ensino Fundamental. O objetivo central consistiu em analisar como a Adaptação Curricular, o suporte tecnológico e a mediação docente podem viabilizar o aprendizado de conceitos lógicos e abstratos. Metodologicamente, realizou-se uma revisão bibliográfica de caráter exploratório, fundamentada em autores como Mantoan, Oliveira e Pimentel. Os resultados indicam que a inclusão efetiva ultrapassa a inserção física, exigindo a aplicação dos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA) para remover barreiras cognitivas. Constatou-se que o uso de recursos visuais, materiais manipuláveis e tecnologias assistivas — como a Realidade Aumentada e Virtual — são fundamentais para converter a abstração Matemática em experiências concretas. Além disso, destacou-se o papel crucial da formação continuada e da colaboração entre o professor regente e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Conclui-se que a individualização do ensino e a estruturação de rotinas previsíveis reduzem a ansiedade e promovem a autonomia intelectual do estudante. Assim, a Matemática inclusiva revela-se não apenas como um cumprimento legal, mas como uma ferramenta essencial para o desenvolvimento integral e a cidadania do estudante com autismo, garantindo-lhe o direito subjetivo de aprender com equidade e significado.
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