O ESTADO MODERNO E A FLEXIBILIZAÇÃO DA SOBERANIA

ANÁLISE CRÍTICA DA GOVERNANÇA GLOBAL E DA RESPONSIBILITY TO PROTECT (R2P) COMO INSTRUMENTO CONSUBSTANCIADOR PARA A REVISÃO DE CONCEITOS

Autores/as

  • João Paulo Guimarães de Oliveira Centro Universitário Geraldo Di Biase
  • Eduardo dos Santos Reis Centro Universitário Geraldo Di Biase
  • Davi de Jesus Andrade Gomes Centro Universitário Geraldo Di Biase
  • Paula de Souza Vianna Centro Universitário Geraldo Di Biase
  • Kathleen Ferreira Silva de Hollanda Cordeiro Centro Universitário Geraldo Di Biase
  • Alex Sandro da Silva Cypriano Esteves Centro Universitário Geraldo Di Biase
  • Milla Sol Nunes Camargo Centro Universitário Geraldo Di Biase

DOI:

https://doi.org/10.64892/et.v17i.3646

Resumen

Este artigo analisou a evolução do Estado moderno e a flexibilização da soberania no contexto das transformações contemporâneas do Direito Internacional. A pesquisa, desenvolvida por meio de investigação bibliográfica, examinou a gênese da soberania a partir do modelo westfaliano, sua consolidação no Direito Internacional clássico e a posterior crise desse paradigma diante da globalização, da emergência de atores não estatais e da centralidade dos direitos humanos. Demonstrou-se que a soberania não foi superada, mas ressignificada em direção a um modelo funcional, responsável e relacional. O estudo também avaliou criticamente a governança global, evidenciando seus avanços institucionais e, simultaneamente, suas limitações estruturais, especialmente no que se refere à legitimidade democrática, à representatividade e às assimetrias de poder nas organizações internacionais. Nesse cenário, analisou-se a doutrina da Responsibility to Protect (R2P) como instrumento normativo destinado à proteção de populações contra crimes graves, destacando-se tanto seu potencial transformador quanto seus riscos de seletividade, instrumentalização e neointervencionismo. Concluiu-se que a soberania passou a ser exercida de forma condicionada, cooperativa e orientada à proteção da dignidade humana. Propôs-se, por fim, a concepção de uma soberania relacional e responsável, apta a compatibilizar autonomia estatal, governança global e solidariedade internacional no século XXI.

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Publicado

2026-04-30

Cómo citar

Oliveira, J. P. G. de, Reis, E. dos S., Gomes, D. de J. A., Vianna, P. de S., Cordeiro, K. F. S. de H., Esteves, A. S. da S. C., & Camargo, M. S. N. (2026). O ESTADO MODERNO E A FLEXIBILIZAÇÃO DA SOBERANIA: ANÁLISE CRÍTICA DA GOVERNANÇA GLOBAL E DA RESPONSIBILITY TO PROTECT (R2P) COMO INSTRUMENTO CONSUBSTANCIADOR PARA A REVISÃO DE CONCEITOS. Episteme Transversalis, 17, 47–68. https://doi.org/10.64892/et.v17i.3646

Número

Sección

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